Sobre segurança e privacidade na Internet | About security and privacy on the Internet

English bellow.

Trabalhando com Internet e tecnologia há mais de 15 anos é inegável todas as facilidades das quais podemos usufruir: conectividade, interatividade, acesso à informação sem limites e por aí vai. Entretanto, um aspecto que sempre me incomodou diz respeito a segurança e a privacidade na Internet.

É quase assustador como as pessoas em geral não estão preocupadas com sua segurança e privacidade na Internet. Talvez isso seja uma consequência natural da popularização e alto grau de inserção que a Internet ganhou em nossas vidas, mas apesar de nunca ter me privado do uso da tecnologia, sempre questionei e me preocupo com alguns aspectos como a privacidade e a segurança na Internet.

Essa preocupação tem vários motivos e não precisa ser um especialista em segurança da informação para saber que estamos sujeitos a diversos inconvenientes desde o uso de nossos dados para fraudes virtuais (ou reais), envio de propaganda não solicitada (o famoso spam) e até perseguições ou outras formas de violências.

Então podemos nos perguntar: se a Internet permeia tanto nossas vidas, existe uma diferença entre o real e o virtual? Sinceramente sempre acreditei que não. Obviamente o mundo virtual é somente uma extensão do mundo real, sempre foi e cada vez mais esses limites diminuem. O advento da Internet das coisas (do inglês Internet of Things ou IoT) traz a conectividade para praticamente todo e qualquer contexto de nossas vidas reais.

Logo, acredito sim que devemos discernir sobre nossa exposição e interação com o mundo. Não acredito que seja necessário nos fecharmos num bunker esperando um apocalipse criado pela Skynet, mas, saber que cada coisa que dizemos, comentário que postamos ou e-mail que enviamos está sendo disseminado através de incontáveis redes de computadores ao redor do mundo. O mesmo para cada foto postada, site visitado e por aí vai. São inúmeras possibilidades sem precisar sequer entrar no campo da paranoia.

As grandes empresas da Internet nos oferecem serviços muitas vezes gratuitos como e-mails, chat e acesso à redes sociais e é no mínimo ingenuidade imaginar que não esperam nada em troca. A moeda de troca são nossas informações pessoais e basta ler os Termos de Serviço e estará claro que tudo o que fazemos através desses serviços será coletado com propósitos que só eles sabem quais são, podem ser a simples criação de um perfil de comportamento do consumidor até a venda de nossas informações para terceiros.

Certa vez vi uma pessoa reclamando de que o Facebook estava sugerindo propagandas e isso prova o tipo de comportamento no mínimo inocente ao qual me refiro, afinal, a troco de quê uma empresa consegue manter uma infraestrutura de tecnologia gigantesca que suporta milhões de conexões simultâneas ao redor do mundo, senão para através desse serviço obter vantagens comerciais? Tudo isso custa dinheiro afinal.

Não é difícil encontrar exemplos de exposição exagerada ou descuidada e discernir sobre o que é pertinente no nosso comportamento “virtual” é importante. Basta fazermos um breve exercício sobre como seria se as pessoas interagissem pessoalmente da mesma forma como o fazem virtualmente, isso não significa que você não pode postar a foto do seu prato favorito, de como estava feliz no show com os amigos, compartilhar a experiência daquela viagem, ou sobre o nascimento do seu filho que provavelmente foi o momento mais feliz da sua vida.

Mas devemos ter a mesma preocupação que teríamos ao não divulgar alguma informação sensível a um completo estranho na rua, com o agravante de que uma vez na Internet, essa informação mal divulgada percorrerá caminhos que você sequer pode imaginar.

É necessário ter noção do contexto no qual estamos inseridos para tomarmos os cuidados que julguemos necessários. Afinal, é importante que cada um tome conta da sua vida, conscientes da forma como interagimos e nos expomos seja no mundo real ou virtual. Já que nem sempre o mundo é um lugar legal.

Referências:

http://cartilha.cert.br


Working with Internet and technology for over 15 years it’s undeniable all the facilities which we can use: connectivity, interactivity, access to information without limits and so on. However, one aspect that always bothered me is about security and privacy on the Internet.

It’s almost scary as people in general are not concerned about their security and privacy on the Internet. Perhaps this is a natural consequence of the popularization and high level of insertion that Internet gained in our lives, but despite never having deprived of the use of technology, always questioned and worry about some aspects like privacy and security on the Internet.

This concern has various reasons and you don’t need to be information technology expert to know that we are subject to various drawbacks from the use of our personal data for on-line fraud (or real), Spam sending and even bullying or other forms of violence.

Then we can ask ourselves: If the Internet permeates our lives that much, there is a difference between real and virtual? Honestly always believed that not. Obviously that the virtual world is just an extension of the real world, always has been and this limit decreases each day. The Internet of Things for example provides connectivity to virtually any context of our real lives.

So, I believe that we must discern our exposure and interaction with the world. I don’t think that we need to close ourselves in a bunker waiting for an apocalypse created by Skynet, but, have conscience that everything we say, comment we post or e-mail that we send is being disseminated through countless computer networks around the world. The same for each picture posted, visited website e so on. There are countless possibilities and we don’t even enter the field of paranoia.

The big Internet companies offered us free services as e-mails, chat and access to the social networks and is at least naive to believe that they don’t expect anything back. The trading currency is our personal information and we just need to read the Terms of Service to be clear that everything we do through these services will be collected for purposes that only they know what, since a simple consumer behavior profile or to sell our information to other companies.

I saw once one person complaining that Facebook was suggesting ads and this proves the kind of behavior that I mean, after all, why and how a company will maintain a giant technology structure that support millions of simultaneous connections around the world, if not to through this service gain some commercial advantage? All this costs money after all.

It is not difficult to find examples of overexposure and it is important to discern about what is pertinent in our “virtual” behavior. We can make an exercise and compare what if people interact personally as the same way as they do virtually, that doesn’t mean that you cannot post the picture of your favorite food, or how you are happy at that band concert with your friends, share the experience of your last travel, or how happy you are after your first son birth, probably the happiest moment off your life.

But we must have the same concern that we would have to not disclose any important information to a stranger on the street, with the factor that once on the Internet, this information will travel for roads that you can’t even imagine.

We must be aware of the context and take care that we deem necessary. After all, it is important that which one take care of your own life, aware of how we interact and expose ourselves in the real or virtual world. Once that the world is not always a nice place.

References:

http://cartilha.cert.br (Portuguese only)